
No extremo norte da Tailândia, um destino de ritmo pacato, com alguns dos templos mais famosos do País e muita coisa para conhecer com calma
Neste artigo
Chiang Rai fica no extremo norte da Tailândia, cercada pelas montanhas da cordilheira Daen Lao, que fazem a fronteira natural com Myanmar e próxima ao rio Mekong.
A cidade foi a primeira capital do reino Lanna antes de Chiang Mai ganhar esse papel.
Diferente de Chiang Mai, a cidade tem um ritmo bem mais tranquilo e menos voltado ao turismo em massa.

Perto dali fica a caverna Tham Luang, onde em 2018 um time de futebol infantil ficou preso e o resgate mobilizou o mundo.
Esta foi a primeira vez que ouvimos falar em Chiang Rai.
Torre do Relógio
Um ponto turístico muito fofo é o cruzamento central da cidade, onde uma Torre do Relógio dourada chama a atenção de longe, com detalhes que lembram o Templo Branco.

Fomos pesquisar e descobrimos que Chalermchai Kositpipat, o mesmo artista do Wat Rong Khun, fez a torre e ela virou um dos símbolos de Chiang Rai.
De dia ela parece pequena e simples, mas de noite ganha vida quando acende, muda de cor e toca música enquanto moradores e turistas param na praça para ver o show.
O Templo Branco de Chiang Rai (Wat Rong Khun)
Para conhecer os templos, começamos pelo Wat Rong Khun. Pegamos um ônibus público na rodoviária e chegamos perto do meio-dia, a entrada estava quase vazia, mas logo chegaram as vans cheias de turistas e percebemos o fluxo gigante de pessoas, onde não dá para curtir por muito tempo.
Já visitamos centenas de templos na Ásia, mas este é o mais diferente de todos, branco com milhares de caquinhos de espelho, uma ponte com centenas de mãos saindo do chão e uma overdose de cultura pop por dentro.

É um lugar tão diferente que o prédio dourado enorme, que parecia outro templo, era o bloco dos banheiros.
Temos um post completo sobre o Templo Branco com mais detalhes aqui.
O Templo Azul de Chiang Rai
O Templo Azul foi uma grata surpresa em uma manhã de garoa, possui fácil acesso, fica a uns 3 km do centrinho.
É um lugar que mesmo com muita gente, mantém uma energia calma e harmônica.
O templo é praticamente todo branco e azul, muito lindo, tanto interna quanto externamente.

O salão interno é azul com detalhes dourados e o grande Buda branco sentado de 6 metros mexeu conosco.
Nos fundos, um Buda branco em pé, na postura de impedir brigas entre parentes é a parte mais bonita do conjunto, na nossa opinião.
Temos também um post completo sobre o Templo Azul aqui.
A Lady Buda de Chiang Rai (Wat Huay Pla Kung)
Chegamos de grab (tipo uber) no Lady Buda, o Wat Huay Pla Kung que fica a 8 km do centro.
A estátua de 79 metros da Deusa da misericórdia impressiona não apenas pela beleza, mas pela vibração do ambiente.

Temos um post especial aqui, contando como foi conhecer um dos lugares com mais atmosfera de caridade que encontramos no mundo.
Um templo tão mágico que mantém orfanato e hospital gratuito.
O Que Ficou de Fora da Rota
Muita gente pensa em encaixar o Triângulo Dourado ou as plantações de chá na visita por Chiang Mai, mas esses lugares exigem mais tempo de deslocamento.
O Triângulo Dourado fica a mais de uma hora de estrada e as lavouras da Choui Fong Tea Farm também são mais distantes.

Próximo da cidade tem ainda o Templo Negro, o Baan Dam Museum, que na prática não é um templo religioso, mas um museu de arte particular.
Ele seria o contraponto ao Templo Branco, com estruturas de madeira escura e ossadas.
Optamos por não ir, pelo que ouvimos de outros viajantes, a energia é um pouco mais pesada, tem um estilo meio gótico e muita taxidermia (como animais empalhados, crânios e chifres), não é muito a nossa praia.
Não queremos desmotivar ninguém, mas é uma vibe bem específica para quem curte esse astral mais sombrio. Eu diria que o Templo Negro não é para todo mundo.
As Mulheres Karen
Nesta região também existem as aldeias das mulheres girafas, da etnia Karen. Existem agências que vendem os tours.
Há muito debate ético, porque as mulheres da comunidade são muito expostas e muitas vêm de Myanmar, não têm nem cidadania tailandesa.
Mas por outro lado, é através deste turismo que conseguem sobreviver.
Ficamos neste dilema e decidimos não fazer esse passeio, porque não achamos nenhuma agência confiável onde elas fossem respeitadas e não tratadas como espetáculo.

Como Se Locomover e O Erro do Bate-Volta
Indo de Chiang Mai para Chiang Rai, são quase 4 horas de estrada de ônibus ou tour.
O grande erro, na nossa opinião, é tentar fazer isso em bate-volta no mesmo dia.

Vira correria e não consegue nem ver todos os templos no mesmo dia.
Nossa sugestão é pegar um ônibus na rodoviária de Chiang Mai, são muito confortáveis, e passar no mínimo uma noite na cidade.

Você terá tempo de curtir o show da torre do relógio, ir ao mercado noturno local (bem menos lotado que o de Chiang Mai), tomar um chopp Guinness em um autêntico pub irlandês, o O'Kane's Irish Pub e respirar o ritmo pacato dessa região de fronteira.
📌 Gostou do artigo? Compartilhe suas experiências nos comentários e siga acompanhando o CosmicAventura para mais roteiros incríveis!
E mais um recadinho… Viajar é maravilhoso, mas imprevistos podem acontecer!
Nós já passamos por alguns perrengues de saúde em viagens e tudo deu muito certo, porque sempre fizemos seguro viagem. Neste post Como é Ficar Doente na Tailândia você vai ler sobre quando usamos o seguro saúde em vários países da Ásia e na América do Sul.
O seguro viagem é um item essencial na mala de qualquer viajante.
No Seguros Promo, você encontra diversas opções de seguradoras confiáveis e pode comparar os planos para escolher o que melhor atende às suas necessidades.
O melhor de tudo? Usando nosso link com o cupom COSMICAVENTURA, você ganha 15% de desconto na contratação.
É segurança para você viajar tranquilo e ainda economizar!
👉 Comparar seguros no Seguros PromoVeja todos os 15 artigos sobre Tailândia.
Quer viver esse destino?
A CosmicAventura cria seu roteiro sob medida com a segurança de ser uma agência registrada no CADASTUR.
Falar com a agência



