
Estátua sentada de quarenta e cinco metros de altura no alto da colina Nakkerd, em Phuket, revestida de mármore branco birmanês e construída inteiramente com doações desde 2004.
Neste artigo
O Grande Buda de Phuket fica no topo da colina Nakkerd, no centro-sul da ilha de Phuket, entre as praias de Chalong, Kata e Karon. A estátua representa um Buda sentado em postura Maravijaya, com a mão direita tocando a terra, e atinge cerca de quarenta e cinco metros de altura sobre uma base larga de concreto armado.
Por estar instalada em um dos pontos mais altos da ilha, a quatrocentos metros acima do nível do mar, a figura é visível de boa parte do sul de Phuket, em especial das praias e da baía de Chalong.
História
O projeto começou no ano de 2002, quando autoridades religiosas locais identificaram a colina como local apropriado para um monumento budista de grande porte. As obras propriamente ditas tiveram início em 2004 e seguiram em ritmo lento, financiadas inteiramente por doações de fiéis tailandeses e estrangeiros, sem aporte direto do estado.
A estrutura interna é de concreto armado, e o revestimento externo foi feito com placas de mármore branco birmanês, conhecido pela cor uniforme e pela resistência ao tempo úmido da região. O nome oficial em tailandês, Phra Phutta Ming Mongkol Eknakiri, é raramente usado em conversas cotidianas, e o monumento ficou popularizado apenas como Big Buddha.
A construção principal já está concluída, mas o complexo segue em obras nas instalações secundárias, como pavilhões, escadarias e templos menores ao redor da estátua, financiados conforme o ritmo das doações.
Curiosidades
Uma característica pouco mencionada é que o monumento é composto por mais de uma estátua. Junto ao Buda branco principal existe uma segunda imagem em bronze dourado, com cerca de doze metros, dedicada à mãe do rei Rama IX e instalada como gesto de homenagem à monarquia.
O acesso é feito por uma estrada estreita de cerca de seis quilômetros que sobe a colina. Ao longo do caminho aparecem vistas pontuais da baía de Chalong, das ilhas vizinhas e, em dias claros, até de Ko Lon e Ko Hae no horizonte.
A entrada no recinto é gratuita, sustentada pelas doações dos visitantes, e o código de vestimenta segue o padrão dos templos tailandeses, com ombros e joelhos cobertos. O fim da tarde é o horário mais procurado, pela combinação de luz baixa sobre o mármore branco e o pôr do sol sobre a costa oeste da ilha.
Uma obra sustentada só por doações
Diferente de muitos monumentos religiosos do mundo, o Grande Buda nunca recebeu financiamento estatal direto. Cada etapa da construção avançou de acordo com o volume de doações recebidas, o que explica por que partes do complexo, como escadarias e pavilhões menores, ainda seguem sendo finalizadas décadas depois do início do projeto. Placas de mármore vendidas a fiéis como forma de contribuição cobrem boa parte da base da estátua.
A estátua que passa despercebida
A maioria dos visitantes chega, fotografa o Buda branco e vai embora sem notar a segunda imagem do complexo, em bronze dourado, dedicada à mãe do então rei Rama IX. Ela fica um pouco afastada do ponto principal, o que faz com que passe batida por quem tem pressa. Reservar alguns minutos a mais para caminhar pelo entorno vale a pena para quem quer entender melhor o conjunto do santuário.
O caminho de subida também é parte do passeio
A estrada que leva ao topo da colina Nakkerd é estreita e cheia de curvas, mas oferece pontos de parada com vista para a baía de Chalong. Quem sobe de moto ou carro alugado costuma aproveitar esses mirantes informais no meio do trajeto, já que o acesso motorizado permite parar onde quiser, ao contrário dos ônibus turísticos que seguem direto até o estacionamento principal.
O horário que faz toda a diferença
Visitar o Grande Buda ao meio-dia, sob sol forte, é uma experiência bem diferente de chegar no fim da tarde. Perto do pôr do sol o mármore branco ganha tons dourados e a vista para a costa oeste fica mais bonita, o que torna esse horário o mais concorrido do dia. Quem prefere evitar aglomeração pode optar pelo início da manhã, quando o calor ainda é mais ameno e o fluxo de visitantes é bem menor.
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