
O mirante mais famoso da Chapada Diamantina oferece um pôr do sol inesquecível sobre o vale.
Neste artigo
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De onde vem o nome
O morro leva o nome de um escravizado que, segundo a tradição local, teria se jogado do topo amarrado a um balaio de cipó cheio de folhas para escapar de capitães do mato, sobrevivendo à queda graças ao efeito de paraquedas improvisado. Não há documentação histórica que comprove os detalhes, mas a história virou parte da identidade do lugar e é contada por quase todo guia da região. Seja lenda ou fato, ela dá um peso simbólico a esse mirante que já seria espetacular só pela paisagem.
Uma paisagem com mais de um bilhão de anos
As rochas que formam o morro fazem parte do Grupo Chapada Diamantina, um conjunto de sedimentos depositados ainda no Pré-Cambriano, muito antes de qualquer forma de vida complexa existir na Terra. As camadas de quartzito visíveis nas paredes do morro registram ciclos antigos de mares rasos e desertos que se alternaram na região. É por isso que geólogos do mundo todo visitam a Chapada: poucos lugares no planeta preservam um registro geológico tão antigo e tão acessível a pé.
O horário que faz toda a diferença
Chegar perto do fim da tarde é quase unanimidade entre quem visita o morro, e por bom motivo: a luz baixa ilumina o vale em tons dourados e o topo vira um mirante natural para o pôr do sol sobre a Chapada. O problema é que esse horário também é o mais concorrido, então vale chegar com folga para conseguir um bom lugar nas pedras. Depois que o sol se põe, a descida precisa ser feita com atenção redobrada, já que o caminho de pedra soltas fica bem mais difícil de enxergar no escuro.
A trilha é curta, mas exige atenção
Apesar de rápida, a subida passa por trechos estreitos com quedas de mais de cem metros de um dos lados, sem grades na maior parte do percurso. Sapato fechado com boa aderência faz diferença real aqui, principalmente depois de chuva, quando a pedra fica escorregadia. É comum ver gente tentando fazer o trajeto de chinelo ou sandália, e isso é um dos erros mais frequentes de quem subestima a trilha por ela ser curta. Vento forte no topo também é normal, então segurar bem chapéus e bonés evita sustos.
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