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Doi Inthanon: O Ponto Mais Alto da Tailândia

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Doi Inthanon: O Ponto Mais Alto da Tailândia

Montanha de 2.565 metros na província de Chiang Mai, com pagodes gêmeos do rei e da rainha, cachoeiras e clima frio raro no país.

Neste artigo

Localizado na província de Chiang Mai, o Doi Inthanon representa o ápice geográfico da Tailândia. Esta montanha imponente faz parte da cordilheira do Himalaia e atinge a marca de 2.565 metros de altitude, servindo como um marco natural que delimita a paisagem do norte do país. O Parque Nacional que envolve o pico protege uma vasta área de florestas tropicais e ecossistemas que variam conforme a elevação do terreno.

Diferente das planícies quentes características do sudeste asiático, o Doi Inthanon oferece um clima atípico e temperaturas baixas. A região é um santuário de biodiversidade, abrigando centenas de espécies de aves e uma vegetação densa que se beneficia da neblina constante. Turistas e habitantes locais frequentam o parque para observar as quedas d'água volumosas que cortam as rochas, como a cachoeira Wachirathan, famosa pela força de suas águas durante o ano todo.

História

A montanha recebia originalmente o nome de Doi Luang, termo que se refere ao seu tamanho imenso. A mudança para a nomenclatura atual ocorreu como uma forma de honrar a memória de Inthawichayanon, o último rei de Chiang Mai. O monarca possuía uma ligação profunda com a preservação das florestas locais e expressou o desejo de ter suas cinzas depositadas no topo da montanha. Após o seu falecimento, os restos mortais foram colocados em um santuário simples próximo ao cume, consolidando a importância espiritual e histórica do local para o povo do norte tailandês.

Nas décadas recentes, o cenário no topo sofreu transformações significativas com a construção de dois monumentos icônicos. Em 1987, houve a inauguração do pagode Naphamethanidon em comemoração aos sessenta anos do Rei Bhumibol Adulyadej. Poucos anos depois, em 1992, o pagode Naphaphonphumisiri foi erguido para celebrar a mesma marca de idade da Rainha Sirikit. Estas estruturas gêmeas são conhecidas pela arquitetura moderna e pelos jardins impecáveis que as cercam, tornando-se símbolos da veneração tailandesa pela monarquia.

O desenvolvimento sustentável da região também marcou a história moderna através de projetos reais voltados para as populações residentes. Integrantes das etnias Karen e Hmong habitam as encostas há gerações e anteriormente dependiam de cultivos migratórios que impactavam o meio ambiente. Através de incentivos governamentais, estas comunidades transicionaram para a agricultura de café e flores, transformando as montanhas em polos produtivos que sustentam a economia local sem destruir a cobertura florestal original.

Curiosidades

Um aspecto que surpreende quem visita o pico é a possibilidade de encontrar geada durante as manhãs de janeiro, algo extremamente raro no restante do território tailandês. A temperatura costuma despencar para níveis próximos de zero grau neste período, exigindo agasalhos pesados de quem decide caminhar pelas trilhas. Outro fato importante envolve o próprio nome do parque, que carrega a sonoridade da palavra Doi, significando montanha no dialeto do norte, uma distinção clara em relação ao vocábulo Khao, utilizado na região central e nos mapas oficiais do governo.

As comunidades que vivem nas partes altas da montanha mantêm tradições que remontam a origens migratórias antigas. Os povos Karen são reconhecidos pela habilidade no cultivo do café arábica e pela tecelagem manual, enquanto os Hmong se destacam pela produção de frutas de clima temperado e flores tropicais distribuídas em feiras por toda a província de Chiang Mai. Esta integração entre natureza selvagem e agricultura organizada é um dos pilares do manejo do parque nacional.

As trilhas suspensas de madeira protegem o solo sensível do topo da montanha e permitem que a vegetação nativa cresça sem interferência humana direta. Caminhar por esses caminhos revela musgos e líquens que cobrem os troncos das árvores, criando uma atmosfera de floresta nublada que pouco lembra as praias ensolaradas do sul da Tailândia. É fundamental observar que, apesar do clima ameno, os visitantes devem cobrir os ombros e pernas ao entrar nos recintos próximos aos pagodes reais por questões de respeito.

Substituir por foto: placa indicando o ponto mais alto da Tailândia no topo de Doi Inthanon

De Onde Vem o Nome da Montanha

Doi Inthanon foi batizada em homenagem ao rei Inthawichayanon, um dos últimos governantes do antigo Reino de Chiang Mai antes de sua incorporação ao reino tailandês centralizado, que teria demonstrado grande preocupação em preservar as florestas do norte do país. Suas cinzas foram depositadas no topo da montanha após sua morte, e é por isso que o pico mais alto da Tailândia carrega o nome de um governante local e não uma denominação apenas geográfica.

Substituir por foto: dois chedis reais gêmeos cercados por jardins na montanha

Os Dois Chedis Que Homenageiam o Casal Real

No caminho até o topo, dois grandes chedis, ou pagodes, foram construídos nos anos 1980 para celebrar os aniversários de 60 anos do rei Bhumibol e da rainha Sirikit, cada um com jardins ornamentais bem cuidados e vista para os vales ao redor. A diferença de estilo entre os dois é proposital, um mais voltado a elementos masculinos e outro a femininos, e o local é hoje um dos pontos mais fotografados do parque, quase disputando atenção com o próprio pico da montanha.

Substituir por foto: cachoeira Wachirathan em meio à floresta densa do parque nacional

As Cachoeiras Que Ficam no Caminho

Antes de chegar ao topo, o parque nacional de Doi Inthanon abriga diversas cachoeiras acessíveis por trilhas curtas a partir da estrada principal, sendo a Wachirathan uma das mais visitadas por sua queda-d'água volumosa e de fácil acesso mesmo para quem não pretende encarar trilhas longas. Vale reservar tempo para parar nelas no trajeto de subida ou descida, já que muita gente foca só no ponto mais alto e acaba perdendo esses pontos intermediários.

Substituir por foto: quiosque de café orgânico cultivado por comunidades indígenas na montanha

O Café Cultivado nas Comunidades da Montanha

As comunidades indígenas que vivem nas encostas de Doi Inthanon, sobretudo os povos Karen e Hmong, desenvolveram nas últimas décadas o cultivo de café de altitude como alternativa sustentável ao cultivo de ópio, historicamente comum na região. Hoje é possível encontrar pequenos quiosques vendendo café local ao longo da estrada que sobe a montanha, uma forma direta de apoiar a economia dessas comunidades enquanto se aproveita a parada para descansar do frio.

Substituir por foto: vista geral de Doi Inthanon

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